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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mais Um Ano Novo

Pra ser sincero, 
Eu não espero nada de diferente pro ano que está por vir. 
As coisas ruins vão continuar iguais, 
As boas talvez não. 
As pessoas vão continuar em sua maioria ignorando os próprios defeitos e algumas vão te esquecer, 
Outras você quem vai esquecer. 
E quem você realmente deveria esquecer vai estar lá, 
Te lembrando que nada vai mudar,
Que as dores não vão passar, 
Que o sentimento de solidão vai sempre te acompanhar.

Pra ser sincero, 
Eu não espero nada de bom que aconteceu neste ano reapareça nesse novo que está por vir. 
Na verdade, 
Trocaria sua maioria de acontecidos pelas coisas que esperei minha vida inteira, 
E que continuo esperando. 
Mas a espera nunca é satisfatória pra quem tem cede de mudança,
Pra quem passou esses últimos anos tentando encontrar o que ficou pra trás,
Em outros lugares,
Em outros tempos.

Mas quem disse que conseguiria encontrar?
É, ninguém...

Pra ser sincero,
Neste ano eu não espero nada da vida, nem felicidade, nem tristeza, nem saúde, nem impureza.
Neste ano eu só espero finalmente encontrar a minha paz,
Seja na morte ou na sorte de encontrar um alguém que consiga me acalmar.

Então apenas desejo a você Um Ano Novo do jeito que você espera que seja.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O Belo Sonho de Desespero.


                Um dia qualquer você veio pela primeira vez até mim, falando e sorrindo de forma encantadora. Fiquei espantado de inicio, mas deixei se aproximar.
                A cada pouco que conhecia, me admirava, como se eu estivesse conhecendo um espelho de gostos, pensamentos, espelho de desejos. Tudo parecia estar caminhando pelos melhores caminhos. Parecia um sonho, que de tão belo, acabei ficando com receio de me entregar e quando a melhor parte estivesse chegando, eu acordasse na minha cama, procurando por tudo que passou.
                Mas os pássaros me encontraram percebendo a angustia de minha parte, e cantaram me falando que eu não deveria ter medo, pois para saber se eu acordaria de tal sonho, eu precisaria vive-lo até o fim. Eles me fizeram pensar por algumas dezenas de milhares de segundos até perceber que realmente eu deveria viver este tão belo sonho, e que acordar seria apenas um risco diante da felicidade que eu sentia.
                Então lá estava eu, com mente e peito abertos para você. Nos apresentamos mais de nós mesmos. As rosas se tocavam, a chuva caia, o coração disparava, a felicidade surgia. Ah! Que momentos bons foram aqueles? Tão curtos, cheios de alegria(ao menos da minha parte), que a cada segundo, tinha mais certeza de que era um sonho, um sonho dos mais belos e encantadores.
                Mas o risco foi corrido, tínhamos metade das chances(ou menos) ao meu favor. Estava eu entregue, me deixando envolver, quando de repente o silencio surgiu, o desespero cortava os pensamentos trazendo as piores imagens de um futuro próximo. Estava eu aguardando noticias em beira ao abismo, olhando com tristeza pela solidão. Você disse ter ido pra um lugar qualquer, me deixado com uma noticia que iria voltar em poucos tempos. E lá estava eu, na data do retorno a te esperar. A solidão me acompanhou, mas não só por esse dia, mas por mais e mais dias que passavam. E eu ali com a esperança cortando as minhas forças, com o silencio desesperando minha sanidade, com a tristeza me empurrando diante ao abismo, com a solidão ao meu lado.
                Hoje eu me joguei do tal abismo, acordando de um suposto sonho. O desespero ainda está me acompanhando, a solidão já não é o pior a sentir. Mas agora eu sei que não devo esperar, pelo menos não por você. Devo apenas esperar pela vida com o pé no chão, seguir menos entregue, menos aberto de coração, mais acordado para a verdade e esquecer desta ilusão.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Só Mais Um Dia


E mais um dia se passa, e o silencio me acompanha por cada uma estas horas.
Eu continuo aqui sozinho, cheio de saudades.
Saudades de quem se foi e voltará com toda a certeza;
quem tenho esperanças que volte;
e quem nunca mais voltará com a mesma certeza de que um dia eu irei e não voltarei para alguém da mesma forma.

A solidão toma conta em mais uma noite fria, noite a qual queria que não voltasse mais, pois a cada vez que o sol se põe, a lua vem tentar fazer companhia à mim, não deixando-me tão só, mas o silencio permanece comigo, puxando-me para o abismo dentro do meu próprio peito.
Fazendo-me cair dentro de mim mesmo, afastando-me de tudo que está ai fora, e deixando-me assim, mais distante de quem ainda não deixou a minha vida, de quem não se foi de dentro de mim.

sábado, 19 de março de 2011

Sozinho Novamente

Já não consigo fechar os olhos sem deixas uma lágrima cair.
Então decidi não mais fecha-los.
Sinto-me tão só e com medo de seguir mesmo caminho daquele que não pôde ser preenchido pelos sentimentos.
Mas não são pessoas que se ausentam aqui, e sim uma pessoa que complete o vazio no meu peito.
Todos precisamos de alguém, mas não qualquer um. Precisamos de alguém pra dividir momentos, amigos, gostos, conversas, mas principalmente, um sentimento verdadeiro.

Sonho sempre com isso, e procurei em pessoas erradas, talvez. Porém, é tão dolorido errar quanto estar sozinho. Por talvez nos primeiros momentos nos iludimos com o novo alguém ao nosso lado, que ao menos momentaneamente, nos traz paz e conforto. E que por muitas vezes chegamos a lugar nenhum. Apenas à tristeza que nos derruba mais e mais. Por perceber que estamos sozinhos novamente.
Às vezes penso: Será que esse é o caminho? Tão dolorido, e tão triste a ponto de me deixar assim, sem querer mais sonhar.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A vontade de um Viver.

Teu sorriso me faz viver, e não sinto mais essa vontade. Será que tu estás sorrindo menos? Será que não estás precisando fazer-me viver?


Às vezes sinto uma vontade sem entender, sem querer sentir. Algo esmagando-me diante fatos passados.
Já não sei o que posso pensar, não sei o que posso fazer para sentir aquela maldita vontade mais uma vez.
Vontade que não volta mais. Pelo menos, não desde teu ultimo sorriso.
Aquele sorriso encantador, que enchia meu coração de alegria, e meus pulmões com a essência d’um mar de rosas, mas que por ora se secaram e apenas sobraram os espinhos cortando os meus pulsos.
Como dói não ver-te sorrir.
Como dói não poder fazer-te sorrir daqui onde eu estou.
Preso como um peixe n’um aquário , e tu manténs sua tristeza do outro lado, me neutralizando, sendo incapaz de ajudar-te, diante o que mais me destrói.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O som.

É tão estranho a forma que o vento vem,
corta os campos,
corta a solidão,
soprando o próprio som.

Qualquer som da natureza traz-me algo sem explicação.
Talvez pelo simples fato de tudo que se ausenta em minha vida,
me deixa preso ao chão.
Como se eu fosse uma grande árvore rodeada pelo deserto,
angustiando-me pela solidão vivida todos os dias.
Às vezes alguns pássaros aparecem,
os mais cantantes e belos,
os quais amenizam essa dor solitária.
mas pelo incrível ato de voar,
desaparecem no horizonte,
sem volta.
Sem remorso por aqui deixar-me mais uma vez sozinho,
sentindo essa dor.