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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O Belo Sonho de Desespero.


                Um dia qualquer você veio pela primeira vez até mim, falando e sorrindo de forma encantadora. Fiquei espantado de inicio, mas deixei se aproximar.
                A cada pouco que conhecia, me admirava, como se eu estivesse conhecendo um espelho de gostos, pensamentos, espelho de desejos. Tudo parecia estar caminhando pelos melhores caminhos. Parecia um sonho, que de tão belo, acabei ficando com receio de me entregar e quando a melhor parte estivesse chegando, eu acordasse na minha cama, procurando por tudo que passou.
                Mas os pássaros me encontraram percebendo a angustia de minha parte, e cantaram me falando que eu não deveria ter medo, pois para saber se eu acordaria de tal sonho, eu precisaria vive-lo até o fim. Eles me fizeram pensar por algumas dezenas de milhares de segundos até perceber que realmente eu deveria viver este tão belo sonho, e que acordar seria apenas um risco diante da felicidade que eu sentia.
                Então lá estava eu, com mente e peito abertos para você. Nos apresentamos mais de nós mesmos. As rosas se tocavam, a chuva caia, o coração disparava, a felicidade surgia. Ah! Que momentos bons foram aqueles? Tão curtos, cheios de alegria(ao menos da minha parte), que a cada segundo, tinha mais certeza de que era um sonho, um sonho dos mais belos e encantadores.
                Mas o risco foi corrido, tínhamos metade das chances(ou menos) ao meu favor. Estava eu entregue, me deixando envolver, quando de repente o silencio surgiu, o desespero cortava os pensamentos trazendo as piores imagens de um futuro próximo. Estava eu aguardando noticias em beira ao abismo, olhando com tristeza pela solidão. Você disse ter ido pra um lugar qualquer, me deixado com uma noticia que iria voltar em poucos tempos. E lá estava eu, na data do retorno a te esperar. A solidão me acompanhou, mas não só por esse dia, mas por mais e mais dias que passavam. E eu ali com a esperança cortando as minhas forças, com o silencio desesperando minha sanidade, com a tristeza me empurrando diante ao abismo, com a solidão ao meu lado.
                Hoje eu me joguei do tal abismo, acordando de um suposto sonho. O desespero ainda está me acompanhando, a solidão já não é o pior a sentir. Mas agora eu sei que não devo esperar, pelo menos não por você. Devo apenas esperar pela vida com o pé no chão, seguir menos entregue, menos aberto de coração, mais acordado para a verdade e esquecer desta ilusão.

domingo, 10 de abril de 2011

De todo o meu medo.

Tenho esse medo de não ter sido suficiente. Tenho esse medo de olhar e não ver, de falar e não se ouvir. É medo dos sentimentos, das palavras. É medo de gestos esquecidos, esperados. Eu tenho medo de ter tanto medo, de só ter vontade de me deitar, vontade de fechar os olhos e somente imaginar a vida como eu realmente quero. Tenho medo de não querer mais sorrir e nem ter lágrimas suficientes para chorar.
É tanta a dor, que eu já tenho medo da falta dela. Medo de não ter mais nada [ninguém] em que me agarrar, pois eu sempre precisei de um motivo para seguir em frente. E eu tenho medo de perder as poucas pessoas que me preenchem um pouquinho. Tenho medo da falta de conversa, da falta de união com aqueles que me colocaram neste mundo. Mas tenho um medo ainda maior de poder dizer tudo isso que às vezes me atrevo a colocar em um papel.
Eu confesso: metade de mim tem medo das minhas próprias ações, pensamentos. Sei que gosto do meu lado sombrio e que me dói todas as vezes que provoco mágoa ou decepção, mas é só mais uma parte de mim. E me desculpe, mas ainda tenho esse medo aqui dentro. Medo de gritar, medo de me jogar, me entregar. Tenho medo de dizer não, de dizer o sim. Tenho medo de sentir medo e viver assim é difícil, mais ainda do que o medo da morte. Por isso, por contraditoriamente amar todo esse medo, continuo vivendo. Vivendo e me machucando, à medida que caio, à medida que me perco... Que te perco. À medida que tenho medo de amar e ainda amo, com tudo que tenho.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Confusa.

Eu tenho essa dúvida de seguir ou não em frente, com despedidas ou não despedidas. E eu tentei me justificar, dar razão as minhas ações e estou meio perdida em meio a essa bagunça que se tornou minha vida. Não sei o que sentir, nem o que dizer. Não sei quais perguntas fazer ou o que esperar de quem eu amo. Fiz escolhas bruscas, deixei pessoas maravilhosas e agora estou entre o sentir e o viver. E o pior é que dói e eu sei que adoro todo esse drama em que entrei e que me consumiu por completo. Eu quero me sentir assim, por isso escolhi, mas também seria bom me sentir bem, sem todas essas dores e esse vazio que ficou aqui em meu peito, que só aumenta, aumenta e aumenta. Não tenho mais aquela vontade de chorar ou de sorrir, acho que estou entrando num momento neutro. Só respiro, só olho e me lembro do que passei. E continua doendo, mas sei que não vai doer mais, amor. Não vai doer e não vou sentir e quem sabe, também não vou mais me lembrar. Vai restar aquele vazio. Negro, profundo e gelado. Gelado como aquele vento que nos soprou aquela noite, em que a nossa história era mais que uma despedida ou revelações improváveis. Em que eu podia sorrir e te pegar a mão e te chamar de amigo. Ou amor, ou de quem me preenchia depois de tanto tempo.

"Tenho estado sem Estado."

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O som.

É tão estranho a forma que o vento vem,
corta os campos,
corta a solidão,
soprando o próprio som.

Qualquer som da natureza traz-me algo sem explicação.
Talvez pelo simples fato de tudo que se ausenta em minha vida,
me deixa preso ao chão.
Como se eu fosse uma grande árvore rodeada pelo deserto,
angustiando-me pela solidão vivida todos os dias.
Às vezes alguns pássaros aparecem,
os mais cantantes e belos,
os quais amenizam essa dor solitária.
mas pelo incrível ato de voar,
desaparecem no horizonte,
sem volta.
Sem remorso por aqui deixar-me mais uma vez sozinho,
sentindo essa dor.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Do passado.

Perguntei-me se encontraria alguém que me pudesse fazer sorrir na dor. E encontrei antes mesmo de obter uma resposta. Me fez sorrir. Sim. Mas também foi o que causou a dor, então, era você a pessoa certa? Talvez sim e sinceramente, espero que tenha sido. Nunca sofri tanto, mas nunca sorri dessa maneira. Você sempre foi bom em tudo. Para o bem e o mal. Eu deveria ter te agradecido por ter-me feito tão completa. Por ter feito as coisas reais e maravilhosamente intensas. E conheci todos os meus limites ao seu lado e olha, se não fiz o que você esperava, no fim, fiz o que precisava. Fiz o que devia. Por que você sabe, palavras nunca foram nosso forte. Você nunca precisou perguntar o que estava acontecendo e isso só foi uma das melhores coisas entre nós. Mas acabou. Eu não desisti da maneira que precisava, mas eu disse aquelas três palavras... O número de vezes que eu era capaz.

Não. Me. Deixe.
Você fez seu melhor em não se importar.

domingo, 26 de dezembro de 2010

A falta de um Sincero Sorriso

Tire esse amargo sentimento do seu peito. Coloque pra fora tudo de ruim que ai dentro se esconde.
Isso te deixa frágil e duro ao mesmo tempo.
Faz com que tu chores com coisas insignificantes.
E que tu agridas aquelas pessoas que tu amas e que te amam com a mesma intensidade.
Acaba em afastastes de tudo que há de bom a tua volta. A cada momento, te derrubando mais e mais, até chegar a uma ocasião onde não terás mais alguém que caminhe ao teu lado.
Mesmo aqueles que te amam, se afastarão após tentarem muitas e muitas vezes ajudar-te.
E certamente com a tua mente fechada, não ouvirá as palavras destas pessoas. E haverá a vitória do fracasso e elas abdicarão da vontade de ajudar, pois assim já estarão seguindo o mesmo caminho escolhido hoje, por ti. O caminho da absorção apenas das coisas ruins.
Ainda existe uma salvação. A alguns metros a tua frente, permanece o único retorno. O qual só guardará as coisas boas de tua vida.
Mas tu apenas poderás enxergá-lo, se teu coração estiver limpo. Limpo de tudo de mau que se mantém ai dentro. Sendo assim, poderás encontrar finalmente a tua salvação:
a alegria de um Sincero Sorriso.