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quarta-feira, 6 de julho de 2011

De arrepiar.

Fui ficando alheia. Laqueada para certas coisas, certas pessoas. Fui me arremessando no que a vida foi dando, deixando de sentir o que ela ia tirando. Sempre descartando, sabe? Esquecendo que é preciso conservar pessoas, guardar sentimentos... Até que só consegui enxergar em mim uma pessoa vazia, ainda que cheia. Vazia de ti. Cheia da falta que sentia. Cheia da amargura que era caminhar sem olhar para trás. Sem se quer dizer adeus. Fui acumulando lágrimas, ainda que me sentisse seca. E sabe o que mais machuca? É ver que não vou mudar. É ver que não quero mudar, porque todo este drama absurdo que se tornou meu viver me fez querer continuar vivendo. Pisando no que me tornei e abrindo estas todas feridas que nunca se cicatrizam. Por minha culpa apenas. Porque as vivo rasgando, cutucando, tirando a casca. A dor vicia, Amor. E me transformei nesta pessoa que sorri para as borboletas, mas que faz cara feia para as pessoas. Transformei-me em espinho, diante de todas as flores. Sou toda errada me sentindo a certa, entendes? Privei-me de ti, de mim. Do que acreditava que poderia me fazer melhor, do que me completaria diante de tantos pedaços partidos. Mas está tudo bagunçado, confuso. Já me perdi nestas palavras tão conhecidas, dolorosas e olhes tu, aí. Sem ainda conhecer o que se passa em meu peito. Sem conhecer o que está quebrado, ainda que não possa concertar. Mas lhe perdoou. Perdoou-lhe porque é amor e por ser amor, mantenho-te por perto, apesar da mania de sempre querer me curar as feridas.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A vontade de um Viver.

Teu sorriso me faz viver, e não sinto mais essa vontade. Será que tu estás sorrindo menos? Será que não estás precisando fazer-me viver?


Às vezes sinto uma vontade sem entender, sem querer sentir. Algo esmagando-me diante fatos passados.
Já não sei o que posso pensar, não sei o que posso fazer para sentir aquela maldita vontade mais uma vez.
Vontade que não volta mais. Pelo menos, não desde teu ultimo sorriso.
Aquele sorriso encantador, que enchia meu coração de alegria, e meus pulmões com a essência d’um mar de rosas, mas que por ora se secaram e apenas sobraram os espinhos cortando os meus pulsos.
Como dói não ver-te sorrir.
Como dói não poder fazer-te sorrir daqui onde eu estou.
Preso como um peixe n’um aquário , e tu manténs sua tristeza do outro lado, me neutralizando, sendo incapaz de ajudar-te, diante o que mais me destrói.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Do passado.

Perguntei-me se encontraria alguém que me pudesse fazer sorrir na dor. E encontrei antes mesmo de obter uma resposta. Me fez sorrir. Sim. Mas também foi o que causou a dor, então, era você a pessoa certa? Talvez sim e sinceramente, espero que tenha sido. Nunca sofri tanto, mas nunca sorri dessa maneira. Você sempre foi bom em tudo. Para o bem e o mal. Eu deveria ter te agradecido por ter-me feito tão completa. Por ter feito as coisas reais e maravilhosamente intensas. E conheci todos os meus limites ao seu lado e olha, se não fiz o que você esperava, no fim, fiz o que precisava. Fiz o que devia. Por que você sabe, palavras nunca foram nosso forte. Você nunca precisou perguntar o que estava acontecendo e isso só foi uma das melhores coisas entre nós. Mas acabou. Eu não desisti da maneira que precisava, mas eu disse aquelas três palavras... O número de vezes que eu era capaz.

Não. Me. Deixe.
Você fez seu melhor em não se importar.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Hoje isso dói

O meu egoísmo me consome. Mas não aquele egoísmo comum entre todas as pessoas, e sim esse egoísmo comum em cada metade.
Não tenho ciúmes dos meus objetos, da minha vida, ou então, da minha mente.
Tenho ciúmes de cada inteiro que faz com que eu me sinta bem.
Mesmo não podendo tê-los em cada momento que respiro, eu os quero com tanta intensidade, que acabo ficando desesperado em mim mesmo.
Sim, me sinto só, apenas por ser metade. Por estar aqui sozinho do outro lado dos pensamentos alheios. Por nem sempre ter quem eu quero ao meu lado.
Respiro todo esse ar denso, olho para o fundo dos pensamentos e lembro-me de quem eu menos queria ao meu lado, e hoje é quem mais faz falta em minha vida.
Pego-me pensando em ti, por horas, todos os dias, de cada eternidade.
A falta que tu faz para mim hoje, é a maior e mais sincera dor já sentida por esse alguém.
Um qualquer desiludido da falta que alguém lhe faz.
Da falta que tu fizestes em mim.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ganhar ou perder.

Às vezes eu fujo. De mim. Dessas todas palavras acolhedoras e sinceras. Vindas da saudade e da vontade de dizer mais uma vez que eu tentei, coração. Tentei me manter longe do que te faz bater tão rápido. Do que te faz parar e do que te esmaga. E me cansei de correr. Meus pés estão inchados e já não tenho mais fôlego. Quero me sentar e respirar. Quero parar de pensar e ainda quero poder sorrir com esse amontoado de lembranças boas. Ruins.